sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Depois de 14 anos retornando ao palco como ator

Júnior Mosko prepara retorno aos palcos como ator e criador após 14 anos

Depois de mais de uma década dedicado a diferentes frentes da arte e da comunicação, Júnior Mosko está de volta ao palco como ator e criador. O último espetáculo em que esteve nessa dupla função foi “Vazio”, em 2012, uma produção que conquistou público e crítica e circulou pelo Estado de São Paulo por meio do ProAC.

Conhecido por sua versatilidade e por estar sempre envolvido em diferentes projetos ao mesmo tempo, Júnior segue atuando na televisão, em programas ao vivo, na direção de espetáculos e na coordenação de projetos culturais. Agora, porém, decidiu reservar espaço para um reencontro com uma de suas grandes paixões: o palco.

O novo trabalho ainda está em processo de criação e nasceu de maneira bastante espontânea, dentro da sala de ensaio.

“Esse projeto surgiu nas salas de ensaio, sem a pretensão de se tornar um espetáculo. Foi ganhando forma. Eu não tenho pressa quando começo a criar, porque adoro a sala de ensaio. É ali que a criação acontece, que as ideias vão aparecendo e tomando corpo”, conta Júnior.

E o que começou sem grandes pretensões ganhou uma dimensão muito mais profunda.

O espetáculo é um mergulho interno. Uma viagem por memórias, infância, descobertas, medos, perdas, escolhas e pelas marcas que carregamos ao longo da vida.

A narrativa parte de um menino que, no início, simplesmente brinca, corre, dança e experimenta o mundo. Aos poucos, porém, ele começa a descobrir que existem regras invisíveis sobre como deve ser, como deve falar, como deve se comportar e até mesmo como deve demonstrar seus sentimentos.

Sem entregar respostas prontas, a montagem pretende provocar o espectador a olhar para suas próprias memórias.

Quem fomos antes de aprender a ter medo?

Essa é uma das perguntas que atravessam o processo criativo.

A presença da música também ocupa um espaço especial na montagem. Júnior revela que a trilha sonora vem sendo construída com muita sensibilidade e que ela se tornou parte fundamental da narrativa.

“É um espetáculo muito sensível à trilha sonora. A música tem uma importância muito grande e a trilha que estamos construindo é linda”, afirma.

Um retorno que acontece em outro momento da vida

O reencontro com o teatro também chega acompanhado de transformações pessoais.

Depois da perda do pai, Júnior passou a olhar de maneira diferente para o tempo, para as relações e, principalmente, para a família. A experiência também o levou a mudar seu estilo de vida e suas prioridades.

“Depois da perda do meu pai, muita coisa mudou. Mudei meu estilo de vida em função da minha prioridade, que é a família. Hoje me dedico ainda mais à minha mãe. Isso também fez com que eu olhasse para a vida de outra maneira.”

É desse lugar que nasce o novo espetáculo.

Não é apenas o retorno de um ator ao palco.

É o retorno de um homem que carrega muitas histórias e que agora decidiu transformar algumas delas em linguagem cênica.

Júnior não revela todos os detalhes da montagem. Prefere deixar que o espetáculo encontre sua forma durante os ensaios.

Afinal, para quem tem uma trajetória marcada pela criação, talvez o mais importante não seja chegar rapidamente ao resultado.

É descobrir o que a obra quer ser.

E, nesse processo, o menino que um dia aprendeu a esconder algumas partes de si começa, aos poucos, a reencontrar suas próprias asas.

O espetáculo ainda está em criação e promete marcar uma nova fase na trajetória artística de Júnior Mosko. Um retorno ao palco que chega carregado de memória, emoção e, sobretudo, de vontade de voar novamente.


segunda-feira, 24 de agosto de 2026

A ARTE COMO ÚLTIMO REFÚGIO DA HUMANIDADE

O mundo da arte talvez esteja se tornando o último refúgio daqueles que ainda acreditam na generosidade, na escuta e na capacidade de olhar para o outro com compreensão.

Em um tempo em que as pessoas parecem cada vez mais apressadas para julgar, apontar erros e disputar espaço, a arte nos convida a fazer o contrário: parar, observar, sentir e compreender.

Fazer arte é também dividir atenção. É oferecer tempo, acolhimento, sensibilidade e, muitas vezes, uma oportunidade para alguém descobrir que não está sozinho.

Talvez seja por isso que a arte continue sendo tão necessária. Porque, quando tantos espaços se tornam frios e individualistas, é dentro dela que ainda encontramos pessoas dispostas a estender a mão, compartilhar experiências e transformar dor em expressão, silêncio em voz e fragilidade em força.

A arte não salva o mundo sozinha. Mas pode salvar alguém em um momento em que tudo parece perdido.

E talvez esse seja o seu maior poder: lembrar ao ser humano que, antes de qualquer coisa, ainda somos capazes de cuidar uns dos outros.

Júnior Mosko


domingo, 16 de agosto de 2026

Júnior Mosko reencontra Lia de Itamaracá 25 anos depois em um encontro marcado por emoção

Júnior Mosko reencontra Lia de Itamaracá 25 anos depois em um encontro marcado por emoção

Dois grandes nomes da arte brasileira voltam a se encontrar em Recife, relembram uma história construída há décadas e protagonizam um momento de carinho, música e memória

Existem encontros que o tempo não consegue apagar. Vinte e cinco anos depois de realizarem juntos um projeto artístico, Júnior Mosko e Lia de Itamaracá se reencontraram em Recife, em um momento que rapidamente se transformou em uma das experiências mais emocionantes da passagem do diretor, produtor cultural e jornalista pela cidade.

O reencontro aconteceu nos bastidores e foi marcado por abraços, beijos, sorrisos e muita emoção. Depois de tantos anos, os dois artistas voltaram a estar frente a frente e puderam compartilhar lembranças de uma trajetória que começou há um quarto de século.

Júnior Mosko não escondeu a emoção. Para ele, reencontrar Lia significou não apenas rever uma grande artista, mas também reencontrar uma parte importante de sua própria história profissional.

Lia reconhece a trajetória de Júnior Mosko

Durante o encontro, Lia de Itamaracá fez questão de destacar a importância de Júnior Mosko no cenário artístico brasileiro, especialmente pelo trabalho que desenvolve há muitos anos.

Lia ressaltou a atuação de Mosko em projetos ligados à arte, à inclusão e à valorização das diferenças, lembrando que esse trabalho já era desenvolvido por ele muito antes de a discussão sobre inclusão e representatividade ganhar a dimensão que possui atualmente.

As palavras de Lia emocionaram Júnior e também todos os profissionais que acompanhavam aquele momento no camarim.

O reconhecimento vindo de uma artista com a trajetória de Lia ganhou um significado especial. Afinal, são duas histórias construídas em diferentes territórios, mas que se encontram na defesa da arte como instrumento de transformação, aproximação e inclusão.

Uma música, uma lembrança e a emoção de uma vida inteira

O momento mais emocionante do reencontro aconteceu quando Lia e Júnior começaram a cantar juntos “Que Beijo Doce”.

Os dois cantaram bem próximos, de rostinho colado, em uma cena espontânea e carregada de afeto.

Para Júnior Mosko, a música tinha ainda um significado muito particular: “Que Beijo Doce” era uma canção que sua avó materna cantava para ele.

A lembrança da infância, somada ao reencontro com Lia depois de 25 anos, transformou a música em uma espécie de ponte entre passado e presente.

Quem estava no camarim pôde testemunhar um momento raro. Não havia ali apenas um diretor e uma grande artista popular. Havia duas pessoas compartilhando memória, carinho e uma história que a arte ajudou a construir.

A emoção tomou conta de todos.

Lia de Itamaracá: uma vida dedicada à cultura popular

Lia de Itamaracá é uma das maiores referências da cultura popular brasileira e uma das principais responsáveis pela projeção da ciranda pernambucana para além de seu território de origem.

Nascida na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, Lia construiu uma trajetória profundamente ligada à ciranda, manifestação cultural que se tornou parte inseparável de sua identidade artística.

Ao longo de décadas, levou sua música para diferentes regiões do Brasil e também para outros países, tornando-se uma das grandes representantes da cultura popular pernambucana.

Sua importância foi reconhecida oficialmente quando recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, além de outras homenagens ao longo de sua carreira.

Mais do que cantora, Lia é uma guardiã de saberes, memórias e tradições. Sua presença representa a continuidade de uma cultura transmitida de geração em geração.

Um reencontro que ultrapassou o palco

A passagem de Júnior Mosko por Recife já estava marcada pelo intercâmbio cultural e pela participação em importantes atividades artísticas. Mas o reencontro com Lia de Itamaracá acrescentou uma dimensão pessoal e afetiva à viagem.

Depois de 25 anos, os dois puderam novamente dividir um espaço, conversar, cantar e, principalmente, reconhecer a importância que tiveram na trajetória um do outro.

As imagens do encontro revelam aquilo que muitas vezes as palavras não conseguem explicar: o carinho permaneceu intacto apesar da passagem do tempo.

No momento da despedida, novamente vieram os abraços e os beijos. Júnior Mosko, visivelmente emocionado, se despediu de Lia levando consigo não apenas o registro de um encontro, mas a certeza de que algumas histórias permanecem vivas independentemente dos anos.

E quem estava naquele camarim teve o privilégio de testemunhar uma cena única: dois grandes artistas, 25 anos depois, frente a frente, celebrando a vida, a arte e uma amizade construída no tempo.

Um encontro que começou há 25 anos e que, ao som de “Que Beijo Doce”, mostrou que algumas memórias não envelhecem — apenas ganham novos significados.


Júnior Mosko vive encontro especial com Lia de Itamaracá durante a Expo Preta em Recife

Júnior Mosko vive encontro especial com Lia de Itamaracá durante a Expo Preta em Recife

Diretor e produtor cultural participa da 5ª Expo Preta RioMar e registra momentos de afeto e intercâmbio com uma das maiores referências da cultura popular brasileira

A passagem de Júnior Mosko por Recife ganhou um momento especialmente marcante durante a 5ª edição da Expo Preta RioMar. O diretor, produtor cultural e jornalista participou do evento, que reúne cultura, arte, empreendedorismo, identidade e representatividade, e teve a oportunidade de estar ao lado de Lia de Itamaracá, uma das grandes referências da cultura popular brasileira.

O encontro foi muito além de um registro fotográfico. Em meio à programação da Expo Preta, Júnior Mosko estabeleceu um contato direto com uma artista cuja trajetória representa a força da cultura pernambucana e da tradição da ciranda. O momento revelou também a importância dos encontros entre diferentes gerações e trajetórias que fazem da cultura brasileira uma manifestação plural e permanente.

Durante sua participação, Mosko destacou a importância da Expo Preta como espaço de valorização da cultura negra, do empreendedorismo, da criatividade e da representatividade. Para ele, estar em Recife e participar de iniciativas dessa dimensão faz parte de um processo permanente de intercâmbio cultural.

“Quando circulamos por outros lugares, conhecemos outras histórias, outros artistas e outras formas de produzir cultura. Esse intercâmbio é fundamental. A cultura brasileira é muito grande e precisa ser constantemente conectada”, afirma Júnior Mosko.

Um encontro marcado pelo afeto

O encontro com Lia de Itamaracá foi marcado pela espontaneidade e pelo carinho. As imagens registradas nos bastidores mostram a proximidade entre os dois e traduzem um momento de celebração da arte.

Em uma das fotografias, Júnior Mosko aparece ao lado de Lia em um momento descontraído. Em outra, os dois estão juntos no palco, diante de uma paisagem projetada ao fundo, reforçando a dimensão simbólica daquele encontro.

A presença de Mosko ao lado de Lia também evidencia uma característica de sua trajetória: a busca por aproximações entre artistas, pesquisadores, produtores e diferentes manifestações culturais.

A importância de Erika Hilton

Durante sua passagem pela Expo Preta, Júnior Mosko também ressaltou a importância da atuação da deputada federal Erika Hilton, especialmente na defesa de pautas relacionadas à representatividade, aos direitos humanos, à igualdade racial e à inclusão.

Para Mosko, a presença de representantes políticos comprometidos com essas questões é fundamental para que temas ligados à cultura, à diversidade e à população negra permaneçam no centro do debate nacional.

“É importante reconhecer quem está na política e utiliza seu espaço para defender causas que precisam ser ouvidas. Erika Hilton tem uma atuação que merece ser acompanhada e debatida, porque representa uma parcela da sociedade que durante muito tempo teve sua voz silenciada”, destaca.

Recife como território de intercâmbio cultural

A passagem por Recife reforça uma prática que Júnior Mosko considera essencial em sua trajetória: o intercâmbio entre artistas e territórios.

À frente da Fazendo Arte, Mosko desenvolve projetos de formação e produção cultural e mantém uma atuação voltada à democratização do acesso às artes. Sua participação em eventos fora de seu território amplia essa rede de contatos e permite conhecer experiências que podem gerar novas ideias e parcerias.

A Expo Preta se tornou, nesse sentido, um importante ponto de encontro. De um lado, a força da cultura pernambucana representada por Lia de Itamaracá; de outro, a experiência de Júnior Mosko na produção cultural e nas artes cênicas.

O resultado é um encontro que ultrapassa a fotografia: é a cultura brasileira criando pontes entre pessoas, histórias e territórios.

Para Júnior Mosko, momentos como esse reafirmam que a arte não conhece fronteiras e que o diálogo entre diferentes manifestações culturais é uma das maneiras mais potentes de fortalecer a produção artística brasileira.

De Recife, fica o registro de um encontro especial entre Júnior Mosko e Lia de Itamaracá — um encontro de afeto, respeito, cultura e, sobretudo, de reconhecimento da força da arte brasileira.


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O espetáculo “Tocando em Frente”, da Fazendo Arte com Júnior Mosko, foi um dos grandes destaques do 23º FETED – Festival de Teatro, realizado em Recife, ao receber um Prêmio Especial concedido pelo festival.

A premiação reconhece a singularidade e a força artística do espetáculo, que, segundo a organização, foi considerado fora dos parâmetros tradicionais de uma competição, justamente por apresentar uma proposta estética e artística que ultrapassa os critérios convencionais de avaliação competitiva.

Para a equipe da Fazendo Arte, o reconhecimento representa a confirmação de um caminho artístico construído com pesquisa, dedicação e compromisso com a linguagem teatral.

À frente da montagem está o diretor Júnior Mosko, que levou ao festival uma obra marcada pela sensibilidade, pela força interpretativa e pela valorização do trabalho coletivo dos atores e atrizes.

O Prêmio Especial também ganha um significado ainda maior por ter sido conquistado em um dos importantes encontros de teatro do país. O FETED, realizado pelo diretor Pedro Portugal, reúne artistas, grupos e pesquisadores das artes cênicas, promovendo intercâmbio e valorização da produção teatral.

Para Júnior Mosko, participar do festival já representava uma oportunidade de troca e reconhecimento. A premiação, entretanto, amplia a importância dessa presença e coloca “Tocando em Frente” em evidência no cenário teatral.

“Receber um Prêmio Especial dessa natureza é uma grande honra. O espetáculo não foi pensado para seguir fórmulas ou simplesmente atender aos parâmetros de uma competição. Ele nasceu de uma necessidade artística, de uma pesquisa e de uma forma própria de fazer teatro. Esse reconhecimento pertence a todos que fizeram parte dessa construção”, destaca Júnior Mosko.

A conquista também é celebrada por toda a equipe da Fazendo Arte, que vem desenvolvendo ações permanentes de formação, produção e democratização do acesso às artes.

Mais do que um troféu, o Prêmio Especial recebido no 23º FETED representa o reconhecimento de uma trajetória e da capacidade do teatro de criar novas possibilidades, provocar reflexões e romper fronteiras.

“Tocando em Frente” segue, assim, seu caminho — levando a arte, a emoção e a identidade da Fazendo Arte para novos públicos e reafirmando a força de uma produção teatral que não se limita a parâmetros, mas busca sempre novos caminhos para existir em cena.


sábado, 15 de agosto de 2026

Júnior Mosko e Liedson Ferraz discutem o futuro do teatro diante dos desafios da era digital

Júnior Mosko e Liedson Ferraz discutem o futuro do teatro diante dos desafios da era digital

Encontro em Recife reuniu o diretor e produtor Júnior Mosko e o jornalista, pesquisador e crítico teatral Liedson Ferraz em uma conversa sobre os caminhos das artes cênicas

RECIFE — O teatro, seus desafios e seu futuro diante das transformações provocadas pela tecnologia foram temas de um importante encontro entre Júnior Mosko e Liedson Ferraz, jornalista, pesquisador e crítico de teatro.

A conversa reuniu dois profissionais com trajetórias distintas, mas ligados por uma mesma preocupação: pensar o presente e o futuro das artes cênicas e encontrar caminhos para que o teatro continue dialogando com as novas gerações.

Redes sociais e o futuro do teatro

Entre os principais pontos levantados por Liedson Ferraz está a preocupação com o impacto das redes sociais no comportamento do público, especialmente entre crianças e jovens.

A presença constante das telas e o consumo cada vez mais rápido de conteúdos digitais modificaram a maneira como as pessoas recebem informação, entretenimento e cultura. Para Liedson, esse cenário traz um desafio importante para o teatro: como conquistar e manter a atenção de uma geração acostumada à velocidade do ambiente digital?

A questão não significa rejeitar a tecnologia, mas compreender suas consequências e encontrar formas de estabelecer um diálogo com ela.

Tecnologia pode ser aliada

Júnior Mosko concorda que o avanço tecnológico exige reflexão, mas defende que a tecnologia também pode ser uma importante aliada das artes.

Para Mosko, o problema não está na existência das novas ferramentas, mas na maneira como crianças e jovens são orientados a utilizá-las.

A tecnologia pode ser utilizada para educação, pesquisa, comunicação, divulgação cultural e formação, mas é necessário ensinar as novas gerações a fazer um uso consciente desses recursos.

Nesse contexto, o teatro pode inclusive utilizar as ferramentas digitais para aproximar novos públicos, divulgar espetáculos e despertar o interesse de quem ainda não possui contato frequente com as artes cênicas.

O que a tecnologia não consegue substituir

Apesar das transformações provocadas pelo mundo digital, Mosko faz uma defesa contundente da permanência do teatro.

Para o diretor, existe algo essencial na experiência teatral que nenhuma tela consegue reproduzir: o encontro presencial entre o artista e o público.

O ator está diante do espectador. A reação da plateia interfere na experiência. Cada apresentação é única e acontece naquele momento.

É justamente essa dimensão humana que, segundo Mosko, garante a permanência do teatro.

“A tecnologia é importante, mas o teatro jamais morrerá.”

Pensar o teatro também é fazer teatro

O encontro também chamou atenção para a importância dos pesquisadores e críticos na construção da memória das artes cênicas.

Liedson Ferraz representa justamente esse olhar de quem pesquisa, analisa e registra a trajetória do teatro. Para Mosko, a existência de pensadores dedicados à área é fundamental para que o teatro não seja apenas produzido, mas também documentado, analisado e debatido.

Crítica, pesquisa e produção artística formam, assim, diferentes partes de um mesmo processo.

Intercâmbio de ideias

Mais do que uma conversa sobre os problemas atuais, o encontro entre Júnior Mosko e Liedson Ferraz demonstra a importância de promover intercâmbios entre artistas, pesquisadores, críticos e produtores de diferentes regiões.

A troca de experiências permite enxergar problemas sob novas perspectivas e encontrar alternativas para os desafios que atingem as artes cênicas.

Em um momento de grandes transformações tecnológicas e comportamentais, pensar coletivamente o futuro do teatro torna-se ainda mais necessário.

O palco continua vivo

O teatro pode mudar. Pode incorporar novas tecnologias, dialogar com novas linguagens e encontrar novas formas de chegar ao público.

Mas sua essência permanece.

Enquanto houver alguém disposto a contar uma história diante de outra pessoa disposta a ouvi-la, haverá teatro.

O encontro entre Júnior Mosko e Liedson Ferraz reforça essa ideia e deixa uma reflexão para artistas, pesquisadores, educadores e produtores: o desafio não é escolher entre teatro e tecnologia, mas descobrir como fazer com que ambos possam dialogar sem que a presença humana seja perdida.

EDITORA NEWS
Informação, cultura e compromisso com as artes e com quem faz a diferença.