sábado, 15 de agosto de 2026

Júnior Mosko e Liedson Ferraz discutem o futuro do teatro diante dos desafios da era digital

Júnior Mosko e Liedson Ferraz discutem o futuro do teatro diante dos desafios da era digital

Encontro em Recife reuniu o diretor e produtor Júnior Mosko e o jornalista, pesquisador e crítico teatral Liedson Ferraz em uma conversa sobre os caminhos das artes cênicas

RECIFE — O teatro, seus desafios e seu futuro diante das transformações provocadas pela tecnologia foram temas de um importante encontro entre Júnior Mosko e Liedson Ferraz, jornalista, pesquisador e crítico de teatro.

A conversa reuniu dois profissionais com trajetórias distintas, mas ligados por uma mesma preocupação: pensar o presente e o futuro das artes cênicas e encontrar caminhos para que o teatro continue dialogando com as novas gerações.

Redes sociais e o futuro do teatro

Entre os principais pontos levantados por Liedson Ferraz está a preocupação com o impacto das redes sociais no comportamento do público, especialmente entre crianças e jovens.

A presença constante das telas e o consumo cada vez mais rápido de conteúdos digitais modificaram a maneira como as pessoas recebem informação, entretenimento e cultura. Para Liedson, esse cenário traz um desafio importante para o teatro: como conquistar e manter a atenção de uma geração acostumada à velocidade do ambiente digital?

A questão não significa rejeitar a tecnologia, mas compreender suas consequências e encontrar formas de estabelecer um diálogo com ela.

Tecnologia pode ser aliada

Júnior Mosko concorda que o avanço tecnológico exige reflexão, mas defende que a tecnologia também pode ser uma importante aliada das artes.

Para Mosko, o problema não está na existência das novas ferramentas, mas na maneira como crianças e jovens são orientados a utilizá-las.

A tecnologia pode ser utilizada para educação, pesquisa, comunicação, divulgação cultural e formação, mas é necessário ensinar as novas gerações a fazer um uso consciente desses recursos.

Nesse contexto, o teatro pode inclusive utilizar as ferramentas digitais para aproximar novos públicos, divulgar espetáculos e despertar o interesse de quem ainda não possui contato frequente com as artes cênicas.

O que a tecnologia não consegue substituir

Apesar das transformações provocadas pelo mundo digital, Mosko faz uma defesa contundente da permanência do teatro.

Para o diretor, existe algo essencial na experiência teatral que nenhuma tela consegue reproduzir: o encontro presencial entre o artista e o público.

O ator está diante do espectador. A reação da plateia interfere na experiência. Cada apresentação é única e acontece naquele momento.

É justamente essa dimensão humana que, segundo Mosko, garante a permanência do teatro.

“A tecnologia é importante, mas o teatro jamais morrerá.”

Pensar o teatro também é fazer teatro

O encontro também chamou atenção para a importância dos pesquisadores e críticos na construção da memória das artes cênicas.

Liedson Ferraz representa justamente esse olhar de quem pesquisa, analisa e registra a trajetória do teatro. Para Mosko, a existência de pensadores dedicados à área é fundamental para que o teatro não seja apenas produzido, mas também documentado, analisado e debatido.

Crítica, pesquisa e produção artística formam, assim, diferentes partes de um mesmo processo.

Intercâmbio de ideias

Mais do que uma conversa sobre os problemas atuais, o encontro entre Júnior Mosko e Liedson Ferraz demonstra a importância de promover intercâmbios entre artistas, pesquisadores, críticos e produtores de diferentes regiões.

A troca de experiências permite enxergar problemas sob novas perspectivas e encontrar alternativas para os desafios que atingem as artes cênicas.

Em um momento de grandes transformações tecnológicas e comportamentais, pensar coletivamente o futuro do teatro torna-se ainda mais necessário.

O palco continua vivo

O teatro pode mudar. Pode incorporar novas tecnologias, dialogar com novas linguagens e encontrar novas formas de chegar ao público.

Mas sua essência permanece.

Enquanto houver alguém disposto a contar uma história diante de outra pessoa disposta a ouvi-la, haverá teatro.

O encontro entre Júnior Mosko e Liedson Ferraz reforça essa ideia e deixa uma reflexão para artistas, pesquisadores, educadores e produtores: o desafio não é escolher entre teatro e tecnologia, mas descobrir como fazer com que ambos possam dialogar sem que a presença humana seja perdida.

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Júnior Mosko e Paulo de Castro reforçam a importância dos festivais para o teatro brasileiro

Júnior Mosko e Paulo de Castro reforçam a importância dos festivais para o teatro brasileiro

Encontro em Recife destacou a trajetória do Janeiro de Grandes Espetáculos e o papel dos festivais na valorização e circulação das artes

Durante sua passagem por Recife, Júnior Mosko se encontrou com Paulo de Castro, produtor cultural e um dos nomes ligados à realização do tradicional Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Teatro, Dança, Circo e Música de Pernambuco.

A conversa foi marcada por uma discussão sobre a importância dos festivais para o fortalecimento das artes cênicas e para a criação de oportunidades de intercâmbio entre artistas, produtores e público.

Uma história construída ao longo de décadas

O Janeiro de Grandes Espetáculos possui uma trajetória consolidada na cultura pernambucana. Criado em 1995, o festival se tornou um importante espaço de encontro e circulação de produções artísticas, reunindo diferentes linguagens e profissionais ao longo de suas edições.

Para Júnior Mosko, festivais como esse têm uma função que vai muito além da apresentação de espetáculos.

“É nesses encontros que os artistas conhecem outros trabalhos, trocam experiências e estabelecem novas conexões. O festival é também um espaço de formação e de construção da própria história das artes cênicas”, destaca Mosko.

Intercâmbio entre artistas

Paulo de Castro e Júnior Mosko também ressaltaram a importância de aproximar produções de diferentes regiões.

O intercâmbio permite que artistas pernambucanos tenham contato com trabalhos de outros estados e países, ao mesmo tempo em que leva a produção local para novos públicos e espaços.

Essa circulação contribui para a renovação da linguagem teatral e para o fortalecimento dos profissionais que atuam no setor.

Festivais movimentam toda uma cadeia cultural

Outro aspecto destacado no encontro foi o impacto dos festivais na cadeia produtiva da cultura.

Por trás de cada espetáculo estão atores, diretores, produtores, técnicos, iluminadores, cenógrafos, figurinistas, músicos, profissionais de comunicação e diversos outros trabalhadores.

Dessa forma, a realização de um festival também significa trabalho, geração de renda, formação profissional e oportunidade para artistas.

Janeiro de Grandes Espetáculos segue como referência

Com mais de três décadas de história, o Janeiro de Grandes Espetáculos permanece como uma referência para as artes cênicas em Pernambuco.

O encontro entre Júnior Mosko e Paulo de Castro reforça justamente a necessidade de preservar e fortalecer espaços dessa natureza.

Para os dois profissionais, manter os festivais significa garantir que diferentes gerações de artistas continuem se encontrando, produzindo e levando ao público novas experiências.

O teatro sobrevive do encontro. E os festivais são, por excelência, espaços onde esse encontro acontece.

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Júnior Mosko se reúne com Carlos Augusto, do Ministério da Cultura em Pernambuco, para discutir os caminhos da cultura brasileira

Júnior Mosko se reúne com Carlos Augusto, do Ministério da Cultura em Pernambuco, para discutir os caminhos da cultura brasileira

Encontro em Recife destacou a importância do diálogo entre artistas, produtores culturais e poder público para fortalecer o setor

Durante sua passagem por Recife, Júnior Mosko se reuniu com Carlos Augusto, coordenador do escritório do Ministério da Cultura (MinC) em Pernambuco, em um encontro dedicado ao debate sobre a cultura brasileira e os desafios enfrentados por artistas e produtores culturais.

A conversa teve como ponto central a necessidade de aproximar cada vez mais as políticas públicas de quem está na ponta, produzindo arte, formando novos profissionais e desenvolvendo projetos culturais em diferentes regiões do país.

Com uma trajetória de décadas nas artes cênicas, na produção cultural, na comunicação e na representação dos profissionais da categoria, Júnior Mosko levou ao encontro sua experiência e sua visão sobre os principais desafios do setor.

A cultura precisa chegar a todos os territórios

Um dos pontos destacados no encontro foi a importância da descentralização das políticas culturais. Para Mosko, o acesso aos mecanismos de incentivo e fomento não pode ficar concentrado apenas nos grandes centros ou nas instituições que já possuem estrutura para disputar os recursos disponíveis.

Artistas, coletivos, produtores independentes, organizações sociais e projetos culturais de diferentes regiões precisam ter informação, orientação e condições para participar das políticas públicas.

Essa aproximação é especialmente importante para cidades do interior, onde muitas iniciativas culturais sobrevivem graças ao esforço de artistas e produtores que, muitas vezes, enfrentam dificuldades para estruturar projetos e acessar mecanismos de financiamento.

Experiência de quem vive a cultura

Júnior Mosko também ressaltou que sua atuação no setor permite compreender os desafios enfrentados diariamente por quem trabalha com cultura.

Além de sua trajetória artística e como produtor, Mosko exerceu duas gestões como secretário-geral do SATED-SP, nos anos 2000, participando de discussões relacionadas à defesa dos direitos dos profissionais das artes.

Sua experiência também inclui participação em debates e encontros internacionais ligados à Federação Internacional de Atores (FIA) e à FIALA, ampliando sua atuação na defesa da profissionalização e da valorização dos trabalhadores da cultura.

Cultura como desenvolvimento

Outro aspecto importante do encontro foi a compreensão de que cultura não deve ser vista apenas como entretenimento.

A cadeia cultural envolve artistas, técnicos, produtores, gestores, educadores, profissionais do audiovisual, teatro, dança, música, patrimônio, economia criativa e diversas outras áreas.

Quando uma política cultural é implementada, ela pode gerar oportunidades profissionais, movimentar a economia local, formar novos talentos e ampliar o acesso da população à arte.

Para Júnior Mosko, investir em cultura é também investir em desenvolvimento humano, educação, cidadania e geração de trabalho e renda.

O diálogo entre Pernambuco e São Paulo

O encontro entre Mosko e Carlos Augusto também simboliza a importância da troca de experiências entre diferentes estados brasileiros.

Pernambuco possui uma tradição cultural reconhecida nacionalmente, enquanto São Paulo concentra uma das maiores e mais diversificadas cadeias de produção cultural do país. A aproximação entre profissionais dessas duas realidades permite compartilhar experiências e discutir soluções para desafios que muitas vezes são comuns.

Para Mosko, esses encontros são fundamentais para fortalecer uma visão nacional da cultura.

“A cultura brasileira é muito maior do que os grandes centros. Precisamos criar pontes para que artistas e produtores de todas as regiões tenham oportunidades e possam mostrar seu trabalho”, é a perspectiva defendida pelo artista.

Um encontro que fortalece o diálogo

A reunião com Carlos Augusto reforça a importância de manter aberto o diálogo entre o poder público e aqueles que fazem a cultura acontecer.

Mais do que discutir recursos, projetos ou mecanismos de incentivo, encontros como esse permitem colocar em pauta uma questão fundamental: como construir políticas culturais que realmente cheguem aos artistas e às comunidades?

Júnior Mosko segue defendendo que a união entre artistas, produtores, entidades culturais e gestores públicos é essencial para construir uma cultura brasileira cada vez mais democrática, profissionalizada e acessível.

Do Recife para o Brasil, o encontro representa mais uma ponte entre experiências, ideias e pessoas que acreditam na cultura como instrumento de transformação.

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Júnior Mosko e Mísia Coutinho discutem valorização dos artistas e fortalecimento da categoria em Pernambuco

Júnior Mosko e Mísia Coutinho discutem valorização dos artistas e fortalecimento da categoria em Pernambuco

Encontro reuniu experiências de São Paulo e Pernambuco em defesa do reconhecimento profissional e dos direitos dos trabalhadores da cultura

Durante sua passagem por Pernambuco, o diretor, produtor e apresentador Júnior Mosko se encontrou com Mísia Coutinho, presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de Pernambuco (SATED-PE). O encontro abriu espaço para uma importante discussão sobre a realidade dos artistas pernambucanos e os desafios enfrentados pela categoria em todo o Brasil.

Entre os principais temas esteve a necessidade de valorizar e reconhecer o artista como profissional, garantindo o respeito aos direitos trabalhistas e a regularidade da documentação profissional, incluindo a DRT.

Mísia Coutinho destacou a importância de as produções culturais fortalecerem a contratação de profissionais da área. Para ela, além de garantir direitos, a presença de profissionais qualificados contribui diretamente para a qualidade dos espetáculos, produções audiovisuais e demais projetos culturais.

Uma luta que atravessa gerações

Júnior Mosko conhece de perto essa realidade. Durante duas gestões, nos anos 2000, exerceu o cargo de secretário-geral do SATED-SP, participando de discussões e ações voltadas à defesa dos artistas e técnicos.

Sua atuação também ultrapassou as fronteiras brasileiras. Mosko participou de encontros ligados à Federação Internacional de Atores (FIA) e à FIALA, levando para esses espaços a discussão sobre reconhecimento profissional, direitos trabalhistas e fortalecimento da representação sindical.

Para Mosko, uma das formas de fortalecer a categoria é garantir que os contratos de trabalho sejam acompanhados pelas entidades representativas.

“O artista precisa ser reconhecido como profissional e ter seus direitos respeitados. Os contratos de trabalho precisam chegar aos sindicatos, porque isso também fortalece a categoria.”

A memória de Lélia Abramo

Durante a conversa, Júnior Mosko também resgatou a memória de Lélia Abramo e a luta histórica pela regulamentação da profissão artística no Brasil.

Mosko lembra que, especialmente no final da década de 1970, artistas se mobilizaram para conquistar o reconhecimento legal da profissão, enfrentando resistências e dificuldades.

Para ele, preservar essa memória é fundamental para que as novas gerações entendam que muitos dos direitos existentes atualmente foram conquistados depois de anos de mobilização.

São Paulo e Pernambuco unidos pela cultura

O encontro entre Júnior Mosko e Mísia Coutinho também representa a importância do intercâmbio entre profissionais da cultura de diferentes estados.

Realidades regionais podem ser diferentes, mas muitos dos desafios enfrentados pelos artistas são semelhantes: reconhecimento profissional, condições de trabalho, cumprimento dos contratos, valorização da mão de obra especializada e fortalecimento das entidades representativas.

A aproximação entre São Paulo e Pernambuco mostra que a defesa dos trabalhadores da cultura precisa ser construída de maneira coletiva e nacional.

Para Júnior Mosko, encontros como esse são fundamentais para trocar experiências e fortalecer uma luta que vem sendo construída há décadas.

A arte brasileira é feita por artistas, técnicos, produtores e inúmeros profissionais. Valorizar quem está por trás de cada espetáculo, filme, programa ou produção cultural é também valorizar a própria cultura do país.


sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Júnior Mosko prestigia o 23º FETED e destaca a importância do festival para o teatro brasileiro

Júnior Mosko prestigia o 23º FETED e destaca a importância do festival para o teatro brasileiro

Diretor e produtor cultural esteve em Recife para acompanhar o tradicional festival e participar de encontros sobre o futuro das artes cênicas

O teatro brasileiro foi o grande protagonista de uma importante agenda cultural em Recife. O diretor, ator e produtor cultural Júnior Mosko esteve na capital pernambucana para prestigiar a 23ª edição do FETED – Festival de Teatro, realizado pelo diretor teatral Pedro Portugal.

Com uma trajetória marcada pela atuação e pelo incentivo às artes cênicas, Júnior Mosko fez questão de estar presente no festival para reconhecer a importância de uma iniciativa que há décadas contribui para a valorização do teatro e para a descoberta de novos talentos.

Para Mosko, o FETED representa muito mais do que uma programação de espetáculos. O festival se consolidou como um espaço de encontro, formação, troca de experiências e resistência cultural.

Um festival que revela talentos

Segundo Júnior Mosko, uma das principais características do FETED é justamente sua contribuição para a formação de artistas e para a revelação de novos talentos ao longo de sua história.

“O FETED tem uma relevância enorme para as artes cênicas. É um festival que vem fortalecendo o teatro e revelando talentos ao longo de todos esses anos. Por isso, merece ser reconhecido e valorizado”, afirma.

O diretor também chama a atenção para a necessidade de um olhar mais atento do poder público para iniciativas culturais dessa dimensão.

Na avaliação de Mosko, governos municipal, estadual e federal precisam reconhecer a importância do festival e criar mecanismos que contribuam para sua continuidade e crescimento.

Encontros e diálogos sobre o futuro

Durante sua permanência em Recife, Júnior Mosko participou de encontros e conversas com atores, técnicos, artistas e integrantes da equipe de produção do festival.

Os diálogos com Pedro Portugal e sua equipe também abriram espaço para discutir os desafios enfrentados atualmente pelo teatro, além de ideias, projetos e possibilidades para as próximas edições do FETED.

Mais do que acompanhar os espetáculos, a presença de Mosko representou uma oportunidade de aproximação entre profissionais que vivem diferentes realidades dentro da produção teatral brasileira.

Rumo às bodas de prata

O FETED já se prepara para alcançar uma marca histórica. Daqui a dois anos, o festival completará 25 anos de existência, chegando às chamadas bodas de prata.

Para Júnior Mosko, chegar a esse momento é motivo de celebração, mas também de reflexão sobre o futuro.

“Completar 25 anos é uma conquista muito importante. É preciso pensar no futuro, fortalecer o festival e garantir que ele continue sendo um espaço de descoberta, encontro e valorização do teatro”, destaca.

A passagem de Júnior Mosko pelo 23º FETED reforça, assim, a importância do intercâmbio entre artistas e produtores culturais de diferentes regiões do país.

Em tempos de tantos desafios para a cultura, iniciativas que resistem por décadas demonstram que o teatro continua vivo — revelando talentos, formando públicos e construindo histórias.

O FETED caminha para seus 25 anos carregando uma trajetória de resistência e contribuição às artes cênicas. E, para Júnior Mosko, essa história merece ser reconhecida, valorizada e fortalecida.