Compreender… ah, compreender é sentir com o coração aberto.
E quando compreendemos, temos a certeza do presente —
esse instante precioso que já é um pedaço do futuro.
Porque o futuro, veja bem, não será como imaginamos
a partir do momento em que nos deixamos fragilizar.
Não, o futuro não nasce do medo —
ele brota desse sentimento de presença,
dessa rede de apoio invisível
que nos sustenta quando o chão parece longe.
O futuro é agora.
É o pão quente que parte em duas metades,
é o riso na mesa coberta de linho,
é o café que perfuma a manhã
e o talher que brilha mesmo sem luxo.
É esse instante — sim, este aqui! —
que nos convida a viver.
Sente-se.
Coma com o coração.
Essa mesa é sua.
As outras, quem sabe, um dia te convidarão —
mas esta, a do agora,
é o banquete do tempo que não volta.