domingo, 16 de agosto de 2026

Júnior Mosko reencontra Lia de Itamaracá 25 anos depois em um encontro marcado por emoção

Júnior Mosko reencontra Lia de Itamaracá 25 anos depois em um encontro marcado por emoção

Dois grandes nomes da arte brasileira voltam a se encontrar em Recife, relembram uma história construída há décadas e protagonizam um momento de carinho, música e memória

Existem encontros que o tempo não consegue apagar. Vinte e cinco anos depois de realizarem juntos um projeto artístico, Júnior Mosko e Lia de Itamaracá se reencontraram em Recife, em um momento que rapidamente se transformou em uma das experiências mais emocionantes da passagem do diretor, produtor cultural e jornalista pela cidade.

O reencontro aconteceu nos bastidores e foi marcado por abraços, beijos, sorrisos e muita emoção. Depois de tantos anos, os dois artistas voltaram a estar frente a frente e puderam compartilhar lembranças de uma trajetória que começou há um quarto de século.

Júnior Mosko não escondeu a emoção. Para ele, reencontrar Lia significou não apenas rever uma grande artista, mas também reencontrar uma parte importante de sua própria história profissional.

Lia reconhece a trajetória de Júnior Mosko

Durante o encontro, Lia de Itamaracá fez questão de destacar a importância de Júnior Mosko no cenário artístico brasileiro, especialmente pelo trabalho que desenvolve há muitos anos.

Lia ressaltou a atuação de Mosko em projetos ligados à arte, à inclusão e à valorização das diferenças, lembrando que esse trabalho já era desenvolvido por ele muito antes de a discussão sobre inclusão e representatividade ganhar a dimensão que possui atualmente.

As palavras de Lia emocionaram Júnior e também todos os profissionais que acompanhavam aquele momento no camarim.

O reconhecimento vindo de uma artista com a trajetória de Lia ganhou um significado especial. Afinal, são duas histórias construídas em diferentes territórios, mas que se encontram na defesa da arte como instrumento de transformação, aproximação e inclusão.

Uma música, uma lembrança e a emoção de uma vida inteira

O momento mais emocionante do reencontro aconteceu quando Lia e Júnior começaram a cantar juntos “Que Beijo Doce”.

Os dois cantaram bem próximos, de rostinho colado, em uma cena espontânea e carregada de afeto.

Para Júnior Mosko, a música tinha ainda um significado muito particular: “Que Beijo Doce” era uma canção que sua avó materna cantava para ele.

A lembrança da infância, somada ao reencontro com Lia depois de 25 anos, transformou a música em uma espécie de ponte entre passado e presente.

Quem estava no camarim pôde testemunhar um momento raro. Não havia ali apenas um diretor e uma grande artista popular. Havia duas pessoas compartilhando memória, carinho e uma história que a arte ajudou a construir.

A emoção tomou conta de todos.

Lia de Itamaracá: uma vida dedicada à cultura popular

Lia de Itamaracá é uma das maiores referências da cultura popular brasileira e uma das principais responsáveis pela projeção da ciranda pernambucana para além de seu território de origem.

Nascida na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, Lia construiu uma trajetória profundamente ligada à ciranda, manifestação cultural que se tornou parte inseparável de sua identidade artística.

Ao longo de décadas, levou sua música para diferentes regiões do Brasil e também para outros países, tornando-se uma das grandes representantes da cultura popular pernambucana.

Sua importância foi reconhecida oficialmente quando recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, além de outras homenagens ao longo de sua carreira.

Mais do que cantora, Lia é uma guardiã de saberes, memórias e tradições. Sua presença representa a continuidade de uma cultura transmitida de geração em geração.

Um reencontro que ultrapassou o palco

A passagem de Júnior Mosko por Recife já estava marcada pelo intercâmbio cultural e pela participação em importantes atividades artísticas. Mas o reencontro com Lia de Itamaracá acrescentou uma dimensão pessoal e afetiva à viagem.

Depois de 25 anos, os dois puderam novamente dividir um espaço, conversar, cantar e, principalmente, reconhecer a importância que tiveram na trajetória um do outro.

As imagens do encontro revelam aquilo que muitas vezes as palavras não conseguem explicar: o carinho permaneceu intacto apesar da passagem do tempo.

No momento da despedida, novamente vieram os abraços e os beijos. Júnior Mosko, visivelmente emocionado, se despediu de Lia levando consigo não apenas o registro de um encontro, mas a certeza de que algumas histórias permanecem vivas independentemente dos anos.

E quem estava naquele camarim teve o privilégio de testemunhar uma cena única: dois grandes artistas, 25 anos depois, frente a frente, celebrando a vida, a arte e uma amizade construída no tempo.

Um encontro que começou há 25 anos e que, ao som de “Que Beijo Doce”, mostrou que algumas memórias não envelhecem — apenas ganham novos significados.