sábado, 15 de agosto de 2026

Júnior Mosko e Mísia Coutinho discutem valorização dos artistas e fortalecimento da categoria em Pernambuco

Júnior Mosko e Mísia Coutinho discutem valorização dos artistas e fortalecimento da categoria em Pernambuco

Encontro reuniu experiências de São Paulo e Pernambuco em defesa do reconhecimento profissional e dos direitos dos trabalhadores da cultura

Durante sua passagem por Pernambuco, o diretor, produtor e apresentador Júnior Mosko se encontrou com Mísia Coutinho, presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de Pernambuco (SATED-PE). O encontro abriu espaço para uma importante discussão sobre a realidade dos artistas pernambucanos e os desafios enfrentados pela categoria em todo o Brasil.

Entre os principais temas esteve a necessidade de valorizar e reconhecer o artista como profissional, garantindo o respeito aos direitos trabalhistas e a regularidade da documentação profissional, incluindo a DRT.

Mísia Coutinho destacou a importância de as produções culturais fortalecerem a contratação de profissionais da área. Para ela, além de garantir direitos, a presença de profissionais qualificados contribui diretamente para a qualidade dos espetáculos, produções audiovisuais e demais projetos culturais.

Uma luta que atravessa gerações

Júnior Mosko conhece de perto essa realidade. Durante duas gestões, nos anos 2000, exerceu o cargo de secretário-geral do SATED-SP, participando de discussões e ações voltadas à defesa dos artistas e técnicos.

Sua atuação também ultrapassou as fronteiras brasileiras. Mosko participou de encontros ligados à Federação Internacional de Atores (FIA) e à FIALA, levando para esses espaços a discussão sobre reconhecimento profissional, direitos trabalhistas e fortalecimento da representação sindical.

Para Mosko, uma das formas de fortalecer a categoria é garantir que os contratos de trabalho sejam acompanhados pelas entidades representativas.

“O artista precisa ser reconhecido como profissional e ter seus direitos respeitados. Os contratos de trabalho precisam chegar aos sindicatos, porque isso também fortalece a categoria.”

A memória de Lélia Abramo

Durante a conversa, Júnior Mosko também resgatou a memória de Lélia Abramo e a luta histórica pela regulamentação da profissão artística no Brasil.

Mosko lembra que, especialmente no final da década de 1970, artistas se mobilizaram para conquistar o reconhecimento legal da profissão, enfrentando resistências e dificuldades.

Para ele, preservar essa memória é fundamental para que as novas gerações entendam que muitos dos direitos existentes atualmente foram conquistados depois de anos de mobilização.

São Paulo e Pernambuco unidos pela cultura

O encontro entre Júnior Mosko e Mísia Coutinho também representa a importância do intercâmbio entre profissionais da cultura de diferentes estados.

Realidades regionais podem ser diferentes, mas muitos dos desafios enfrentados pelos artistas são semelhantes: reconhecimento profissional, condições de trabalho, cumprimento dos contratos, valorização da mão de obra especializada e fortalecimento das entidades representativas.

A aproximação entre São Paulo e Pernambuco mostra que a defesa dos trabalhadores da cultura precisa ser construída de maneira coletiva e nacional.

Para Júnior Mosko, encontros como esse são fundamentais para trocar experiências e fortalecer uma luta que vem sendo construída há décadas.

A arte brasileira é feita por artistas, técnicos, produtores e inúmeros profissionais. Valorizar quem está por trás de cada espetáculo, filme, programa ou produção cultural é também valorizar a própria cultura do país.